terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Feridas

Eu respiro
Não o aguardado ar de prazer
Mas o de terrível desespero.

Você é o pior dos tipos
Com você eu sofro
E as horas rápidas e leves
Viram negras e lentas.

Você é como uma navalha
Uma adaga
Uma rosa negra
E eu sempre esqueço disso e me machuco.

Cortes, sangramentos, hematomas
Sinto na alma, e não na carne
Você me magoa
Me deprime.

Como eu aguentei?
Como eu aguento?

Passado virou presente
Mas, presente não virará futuro
Vou embora.

Seja feliz com seu amante eterno:
A dor que me causou.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Veneno

Meu coração arde...
Arde com a intensidade passageira de um veneno eterno.
Ele surti efeito em meu peito e acelera minha alma.
Corre pelas minhas veias e mata meu cérebro.
Não penso. Só sinto a dor.
A dor que inchou.
A dor que magoou.
A dor que quase me matou.
A dor que corrói.
Estou morrendo pelas mãos do veneno.
Estou morrendo pelas suas mãos venenosas....
Cheias de morte;
Cheias de vida;
Cheias de amor.

Por favor, não as tire de mim.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Começo

Era uma folha em branco. Nula. Uma página do Nada.

Como qualquer "Nada", algo pode ser feito. No caso da folha, ela pode virar um origami, um avião de papel, uma pintura, um rabisco, uma página de um livro. E é isso que eu farei com essa folha: o tudo no nada.

Complicado? Nem um pouco. Irei escrever, irei colar fotos, resgatarei memórias. Irei dobrar e fazer o que eu quiser com a folha. Ela é minha e altero da forma que eu quiser, já que a minha folha é a minha vida e minha vida é o meu tudo no grande Nada.

Por fim, irei pintar essa folha em branco de preto. Mas apenas uma parte. Torná-lo cinza. Como o labirinto da minha mente; o mesmo labirinto silencioso e cinza na qual me perco sempre, mesmo conhecendo seu caminho, seus obstáculos e seu fim.