quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Começo

Era uma folha em branco. Nula. Uma página do Nada.

Como qualquer "Nada", algo pode ser feito. No caso da folha, ela pode virar um origami, um avião de papel, uma pintura, um rabisco, uma página de um livro. E é isso que eu farei com essa folha: o tudo no nada.

Complicado? Nem um pouco. Irei escrever, irei colar fotos, resgatarei memórias. Irei dobrar e fazer o que eu quiser com a folha. Ela é minha e altero da forma que eu quiser, já que a minha folha é a minha vida e minha vida é o meu tudo no grande Nada.

Por fim, irei pintar essa folha em branco de preto. Mas apenas uma parte. Torná-lo cinza. Como o labirinto da minha mente; o mesmo labirinto silencioso e cinza na qual me perco sempre, mesmo conhecendo seu caminho, seus obstáculos e seu fim.

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