quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A resposta (repost)


Sou a sombra
A sombra de sua estadia
As trevas de sua existência.

Sou o raio que intesifica sua queda
O relâmpago que te deixa apavorado
O trovão que tenta te acertar.

Sou o motorista na estrada que vaga
O capitão do navio que navega
O carrasco das suas injustiças.

Sou metal quente
Derreto e te machuco
Congelo e te esmago.

Sou luz que te cega
Te nego a verdade
Te abraço com ignorância.

Sou tudo e todos
Sou a luz e as trevas
O começo e o fim.

Sabe quem eu sou?
Sou o temido e idolatrado,
Curioso fato marcado;

O fim da luz que te guia
Pois no final, não há luz
Apenas o medo,
O fim da jornada,
A resposta.

(postado originalmente dia 26 de Fevereiro de 2011 às 15:28)

Comentário do autor: um dos poucos textos que eu demorei mais de um dia para escrever. Lembro de ter começado a escrever a primeira estrofe e ter travado, sem saber do que exatamente eu ia tratar nas palavras escritas. Estava cansado de fazer apenas coisas de melancolia, de amor e de paixão e fazer algo sombrio me pareceu uma grande ideia. Umas duas semanas eu voltei e continuei os versos. Eu gostei dessas comparações entre os dois lados das coisas e chegando no último verso eu decidi sobre o que seria. Lógico, cada pessoa que lê tem a interpretação que quer e esse é o belo da literatura. 

5 comentários:

  1. Muito foda esse texto o/
    impressionante
    inconfundível
    Fodástico

    Abraços caro amigo o/

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  2. Realmente existe perfeição na escrita. De um pra outro, a retração de um sentimento interno que precisa ser expressado.
    Parabéns.

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  3. Puta merda, desculpa o *palavrão* mas, puta merda de novo. Amei de verdade.

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