sexta-feira, 29 de julho de 2011

"Adeus" - Lágrimas e corações partidos.

Há 3 semanas eu postei um texto. Ele era, basicamente, uma resposta pra um outro texto apresentado em um outro blog. Algumas das pessoas que estão lendo isso sabem de que blog e de que texto eu me refiro. Pois bem. Aquilo que eu escrevi foi apenas uma das versões que eu compus. Escrevi dois textos com a mesma finalidade e acho que seria interessante colocar a 2ª versão aqui. Afinal de contas, foi a primeira que eu escrevi e a que ficou mais sincera.

Para aqueles que não sabem, a primeira versão é essa aqui. Tanto o texto abaixo, quanto o anterior, são respostas para esse texto. O título é simples. Está escrito na imagem.


Pois mais que o tempo passe, é impossível esquecê-la. Ainda lembro do nome, da cor dos cabelos, da casa onde mora, da rua onde passa, do brilho dos olhos e de seu cheiro. Sempre lembrarei da sensação estranha que tive ao conhece-la. Da sensação maravilhosa de conversar com ela. De tudo. Era verão e nos vimos. Nos conhecíamos e não nos conhecíamos ao mesmo tempo. Foi legal. Foi divertido. Foi genial. Consegui contato e mantemos as conversas e a troca de informações. Era gritante a semelhança entre nós e brilhante a maneira que nos dávamos bem. Ela era brilhante por si própria e não demorou para eu cair em seu feitiço. Começamos a sair e percebi o que estava sentido. Todos os textos que eu escrevia tinha alguma denotação a ela, ao seu jeito, a maneira que eu a via. Comparações babacas da escuridão do meu coração estraçalhado no passado com a luz do que ela viria ser; da neve que me prende a um inverno mortal com um dia ensolarado que me traz alegria. 

Não era mais uma atração, apenas mais uma menina para os arquivos do coração, na seção "gamei, mas não tô tão afim". Seria mentira se eu dissesse que eu não havia me apaixonado. Por tudo nela, desde o sorriso até o frio na barriga que ela causava. Passei mal incontáveis vezes, de nervoso, simplesmente por estar ao seu lado e fazer alguma bobagem. Estragar tudo. Mas me mantive. Ela estava lá e eu não podia cair. Não demorou muito para que eu tivesse uma sensação repentina do que fazer. E fiz. Corri até sua casa, passando mal e com o coração na mão. Fiz a pergunta mais difícil da minha vida. "Quer namorar comigo?". Quando ela respondeu, meu coração resplandeceu de felicidade. O problema era que eu nunca havia beijado-a. Só na bochecha. Putz. Agora tem que ser a hora. Mas não foi. Era o frio na barriga agindo mais alto. A pressão de tudo na cabeça. A felicidade rumando nula a todos meus músculos. Não agi. Demorou quase uma semana para eu beijá-la e me lembro daquele dia como se fosse ontem. Não foi meu primeiro beijo, mas foi êxtase pulsando pelo corpo inteiro. Foi naquele momento que eu tive certeza do que eu sentia, e era amor. Depois eu tive que falar com o pai. Aquele dia foi complicado. Muito, na verdade. Quase cheguei a vomitar de tanto nervoso e precisei da mão da mãe e da irmã dela para me acalmar. 

E o tempo foi passando. Fui amando cada vez mais. Fui sentindo que finalmente havia encontrado alguém. E então, eu comecei a perceber. Ela sentia algo diferente. Não era o mesmo do começo de tudo. Pensei que era algo do momento, do dia. Mas não era. Tudo mudou depois disso. Eventualmente, discutimos sobre isso e o final não foi nada divertido. Como se terminar um relacionamento fosse. 21 de Maio de 2011. Não chovia. Ficamos horas sentados na sala. Eu já sabia o que ela iria me dizer. Mas ela não achava forças para tal. Tentei mudar seus pensamentos, mas falhei. O futuro já havia falado mais alto e tinha certeza do que aconteceria. Estava a ponto de chorar a qualquer momento. Então a mãe dela veio e desabei por completo. Era a hora da verdade e a verdade é que meu mundo caiu naquele momento. Saí de sua casa e fui para minha. Chorei. Primeira menina que eu realmente chorei. Na verdade, primeira menina que eu realmente sentia que iria dar certo quando eu cometi as loucuras no começo de tudo. "Vamos ser amigos". Já usaram isso antes. Dói. Fere. Queima. E ardeu ainda mais com ela proferindo tais palavras. Mas o tempo irá curar isso. "Tudo passa, tudo passará", não é mesmo? 

Pode ser que sim, mas foi difícil. Eu a amava e continuei amando por dias, semanas a fim. Todos me diziam para esquecer, para fazer outras coisas, viver a vida. Eu não conseguia. Eu não queria. 21 de Junho de 2011. Combinei com ela de lhe entregar um livro naquele exato dia. Um mês desde que nos separamos. Solstício de inverno. Data perfeita. Escrevi um texto e coloquei dentro da página 216, referência numerológica ao dia em questão. Fui até a casa dela. Lhe entreguei o livro. "Quer entrar?". Não. Se eu entrar eu vou lembrar de tudo, vou lembrar de você e vou chorar de novo. E não estou muito bem com tudo isso. "Não, vou só devolver o livro mesmo. E abra ele na página 216. Tchau". Eu não consegui ficar na casa dela por muito tempo. Quando me virei pelo portão afora, eu quase chorei. O texto escrito era meu ponto final. "Ainda te amo, mas isso está me matando. Não posso esperar se algum dia você vai querer voltar, como eu estava fazendo até hoje. Que o vento me carregue porque eu mesmo não consigo andar. Adeus.". Aguentei as lágrimas. Não era hora de cair em prantos. Fiz isso quando cheguei em casa. 


7 comentários:

  1. Um texto desses só pode ser escrito com o coração... que pena que acabou! Mas com certeza "tudo passa, tudo passará" e você com esses sentimentos tão intensos com certeza encontrará uma garota afim de investir num relacionamento sério. Olha, já me senti assim como vc e sei que é terrível...mas a verdade é que o mundo não vai parar por isso. E isso é bom, pois numa das voltas que ele der vc estará no caminho de alguém especial :) Sorria a vida é mui bela!/(",)\

    Amei o seu jeito de escrever, as suas palavras... vou segui-lo!
    Acesse os meus blog's e se gostar siga-me bjs
    http://www.acolecionadoradepalavras.blogspot.com/
    http://www.catiamarxeducar.blogspot.com/

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  2. sem comentários, meu camarada... sem comentários.
    me revi nessa situação.
    pelo menos, temos o que contar...
    excelente descrição do momento!
    grande abraço!

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  3. Texto profundo, lindo e que com certeza descreve a situação de muitas pessoas em dado momento da vida.

    Parabéns de verdade.

    Abraços
    Acácio Neto
    www.acacioneto.com.br

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  4. Bom, percebi que não fui a única que me vi nas suas palavras. Parabéns pelo blog e pelos textos... Gostei muito.

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  5. Gostei do seu blog tô seguindo,visita o meu e se puder segue-me tbm tah! bjOs

    http://confessions1992.blogspot.com

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  6. escreves muito bem.. estou te seguindo

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  7. É meio que triste ver que algumas pessoas acabam me entendendo.

    Catia, o texto realmente foi escrito com o coração, tanto que sempre que leio, eu vejo as emoções nas palavras que usei. Obrigado pelos elogios.

    Flávio, você tá comentando várias dos textos, não é mesmo? (rs) Uma pena que você se reviu numa situação parecida, pois qualquer coisa semelhante a isso que me ocorreu não é uma coisa boa para nossos corações.

    Acácio, Rayara, confessions e ellen. Obrigado pelos elogios que deixaram. Me alegra saber que há pessoas que gostaram do texto.

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