sábado, 2 de julho de 2011

Para Sempre.


Ela brilha. Ilumina tudo e todos. É resplandescente. Alegra uma vida, uma existência. Não é linda, mas é mais bela que tudo; mais fantástica do que o céu noturno, cheio de estrelas; mais maravilhosa do que qualquer outra garota. Ela brilha, e brilha por ele.

Ele escurece. Apaga tudo e nocauteia o brilho da esperança. Vive pelo ódio e possui um coração dilacerado. Se esconde dos holofotes que tentam lhe trazer a realidade e a luz; foge com medo do que pode ver; desaparece com horror do que pode sentir. Ele foge e mente, e faz tudo isso por ela.

Ela corre pelo campos. É simbolo da natureza e do amor. Ele corre por becos sem saídas. É símbolo da veracidade do mundo e do rancor. Ela o ama, mesmo na obscuridade do universo. Deixaria a luz de lado para lhe fazer companhia. Ele se odeia por amá-la e por fazer o sentimento ser correspondido. Deixaria as trevas, mas tem muito medo.

Ela ama como nunca amou. Ele foge com fôlegos que nunca sonhou. Eles se amam, mas estão tão distantes. Tão distantes quanto o que representam.

Eles vivem e continuam vivendo. Um sendo atraído pelo outro. Nunca estarão juntos. Mas morrerão juntos. Não existe luz sem trevas e vice-versa. Ela não existe sem ele e vice-versa. Estarão separados pelo tudo, mas serão mais unidos do que todos. E para sempre.

Um comentário:

  1. Gostei muito do texto, e pra falar a verdade, me identifiquei bastante com suas palavras.

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