segunda-feira, 4 de julho de 2011

Por amor as causas perdidas.


Acordei. Está frio lá fora. Não quero me levantar.  Mas me levanto, mesmo sendo completamente contra a minha vontade. Paro um pouco e sento na cama. Olho para a estante em frente e vejo a vasta quantidade de livros e memórias guardadas em cada um deles. Na frente há uma carta. Uma mensagem de um mês de namoro. Quero ler ela novamente, mas não posso lê-la. Se ler, eu irei voltar a uma época em que eu era feliz; uma época em que eu tinha motivos de sobra para levantar da cama. Olho para o chão e sinto as primeiras lágrimas. Tento ser forte, mas elas são teimosas e saem da mesma maneira. Dentro de minutos, os olhos ficam vermelhos e irritados e estou caído no chão frio do quarto. Quantas lembranças me passam pela cabeça. O dia que nos encontramos sem querer. O dia que saímos e passei mal. O pedido de namoro. O primeiro beijo nosso. A conversa com o pai. As ânsias e o frio na barriga, que sempre me acompanhava. Minhas primeiras lágrimas perto de você. A primeira vez que te disse "eu te amo". Memórias que me deixam vazio. Lembranças que matam o pouco que sobrou dentro de mim. Fui abandonado pelo acaso. Não consigo me levantar. Pelo menos por um tempo. Fico estatelado no piso, ali, lembrando e sofrendo. Quem me dera isso tivesse acontecido apenas uma vez. Sofri no dia que nos separamos. Morri do dia seguinte. Ninguém entende. Ninguém consegue me ajudar. Quanto tempo já passou? Dias ou semanas? Acho que meses. E, da mesma maneira, sofro como se tudo tivesse acontecido ontem. Continuo lembrando. Seu sorriso. Sua risada. Com toda a certeza, a sua risada era o que eu mais gostava nos nossos momentos, lá, sozinhos, longe do mundo e da realidade. O cheiro me intoxica e seu olhar penetra fundo na minha alma. Quanto tempo durou? Parece que foi uma vida inteira. Uma existência que valia a pena. Não há motivos para levantar da cama. E de qualquer maneira, eu tenho que me erguer. Eu deixo o quarto, na penumbra das luzes apagadas. Sinto as lágrimas escorrerem mais uma vez quando vou apagar a luz. Não consigo te abandonar. Mesmo que seja apenas sua essência num pedaço de papel rabiscado a caneta. Me custa esquecer e me separar. Não aceito a realidade e me jogo novamente ao chão. Ninguém me socorre. Ela não vem em minha direção. Me levanto com dificuldade e me mantenho em pé mais uma vez, tremendo. Você não vem. Você não vai voltar. E isso me custa muito para acreditar. Ainda sinto o coração batendo, mas ele está dilacerado. Como consigo continuar vivo? Ando e olho para o calendário. Inverno. Qual é a diferença se faz frio ou não? De qualquer maneira estarei tremendo, sem energias ou idéias. A barba a fazer, o cabelo crescendo sem ser cuidado, dias com a mesma roupa. Estagnação? Sim. Eu parei. Eu não funciono e caio mais uma vez. Dessa vez não me levanto. Choro até que tudo se acabe. Choro até que eu não te ame. Choro pela eternidade.

9 comentários:

  1. Hey guy, adorei o blog, to seguindoo! abraçooos!

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  2. Um texto que me deixou sem palavras!
    Estou te seguindo.

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  3. Seguindo!
    segue de volta?!
    http://gehrafaelly.blogspot.com/
    bjoO

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  4. Muito bom o texto. Seguindo

    http://www.livreparaexpressar.blogspot.com/
    se puder faça uma visitinha

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  5. Ótimo texto!

    Tem uma TAG p/vc em meu blog;
    Quando puder passa lá e participa!
    P.s: não tem pressa! bjos :)

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  6. adoreeei o blog e estou seguindo!!


    qnd tiver um tempinho, de uma passadinha no meu?


    bjooos

    http://cabecafeminina.blogspot.com/

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  7. Muito bom o texto, estou seghuindo se puder
    segue o meu clica nos anuncios, e se puder segue no google +1 tbm
    http://quenexo.blogspot.com/
    OBRIGADO!

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  8. Seguindo aqui..

    Gostei bem do seu texto, eu entendo você. =)
    Passei por isso..
    Mas tu escreve muito bem! ^^
    Parabéns.

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  9. É preciso aceitar quando os "dragões são moinhos de vento", embora seja romantico morrer pelas nossas convicções, tal qual Dom Quixote.

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