sábado, 17 de dezembro de 2011

2011, Pt. 2/4

Abril. Maio. Junho. Me apaixonei. Amei. Sofri. Morri. 

Dá para resumir o 2° trimestre de 2011 dessa maneira. Tentar voltar àquelas memórias e sensações me parece algo complicado, agora. Ainda vou lembrar da garota da livraria dizendo sim. Da gente se beijando no shopping. De receber meus presentes de aniversário. E de eu dizendo que eu não gostava muito de morangos enquanto ela dizia que iria me obrigar a comer o bolo dela, que teria morangos. Tudo parecia que iria durar. O para sempre e para toda a eternidade tem um sentido claro de acabar cedo. 

Sofri demais entre Maio e Junho. Retomei minhas leituras. Assisti os filmes que haviam passado na TV enquanto eu não estava em casa. Nunca dei de fato aquele tempo para eu organizar meus pensamentos e viver do jeito que eu queria. Todo aquele precioso tempo foi feito para esquecer. E, afinal de contas, esquecer o que? Já imortalizei tantos textos que já perdi o básico da noção de memória. Cada palavra digitada era apenas um meio de tentar extravasar toda a dor e todo o nada que existia. E no final das contas, que dor sobraria além da dor que eu não sou feliz comigo mesmo? 

Junho ainda teve um ponto final. Ou o ponto de partida. Se um texto codifica, poetisa e argumenta tudo o que aconteceu e que deixou de acontecer, é aquele que estava na página 216. Solstício de inverno. Quais das cartas, das palavras escritas por ambos teve mais impacto? Não sei dizer. Talvez publicar algo que fosse pessoal fosse a gota que qualquer um gostaria para ver o copo transbordar. 

Retomei as passagens e caminhos desse labirinto. Postei novas fotos, novos sons. Invadindo o labirinto, eu libertei coisas que, antes, estavam trancadas a sete chaves. Eu morri para entender que na verdade apenas uma parte de mim havia morrido. E isso morto era aquela paixão súbita pelo o que, um dia, significou muito. 

E por que não virar meu mundo ao contrário? De ponta-cabeça? Julho estava ali por perto e o labirinto se complicou mais uma vez.

Entre os livros que marcaram essa época, eu preciso ressaltar: A Zona Morta (Stephen King); A Torre Negra Vol. III - As Terras Devastadas (Stephen King); Eu sou o Mensageiro (Markus Zusak); A Sombra do Vento (Carlos Ruiz Zafón).

Filmes? Quais marcaram? Across the Universe; O Paciente Inglês; Lembranças.

E entre as músicas, recomendar bandas. Engenheiros do Hawaii (Acústico e Novos Horizontes); Legião Urbana (discografia).

Por que eu não coloquei fotos ou vídeos? Bem, eram muitas coisas. Se eu colocasse fotos e vídeos para tudo, o post ficaria gigantesco e perderia o sentido original.

2 comentários:

  1. Não sei bem o que comentar, mas adorei o jeito que escreveu, me identifiquei muito com essa parte. Continue escrevendo! *-*

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