quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Orgulho


Me diga o que você pensou, o que você achou depois de ter virado as costas. 

Nunca soube se as lágrimas realmente começaram a sair de seus olhos ou se isso é apenas um ilusão que garanto a mim para parar de pensar em tragédias sentimentais. Teus olhos amargos, escondidos, às vezes, dentre fios de cabelos castanhos e sem brilho, me diziam para ir embora antes que as coisas piorassem. Era nossa décima quarta briga dentro de três meses, era nossa primeira aversão total um pelo outro. Mas o pior é que eu não queria parar de te olhar. Nossas brigas eram mais interessantes do que não possuir nada de emocionante entre nós. Meus olhos molhados recomendaram que eu abandonasse a indisposição de realmente defender meu ponto, sugeriram para virar as costas, ir embora e deixar que as coisas realmente fossem solucionadas. E assim eu fui.

Dois dias depois eu recebi uma mensagem chorosa na secretária eletrônica. Assalto a mão armada? Enquanto você se dirigia a minha casa para fazer as pazes? Que ironia do mundo. Que ironia maldita. Que bala maldita.

E agora eu estou aqui, perguntando realmente o que você pensou em fazer. Quis deixar o orgulho de lado e viver apenas o simples do amor? Se arrependeu amargamente, como eu, do que tinha dito? Lógico que sim, você sempre se arrependia das coisas que dizia sem pensar. Era por isso que eu te amava. Droga, ainda te amo, sua desgraçada. Você nunca poupou palavras. Sempre disse o que lhe vinha a mente e passar esses últimos 9 meses ao teu lado foram mais do que especiais: eu realmente entendi o que era viver. Saiba que, embora, estejamos tão distantes, em lugares tão diferentes, meu coração bate como um só por ti. Espero que um dia eu possa te encontrar, Angie.

Quando quiser falar, eu estarei aqui. Sempre. Sem nunca virar as costas.

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