quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Coffee and stuff

Seguidores do Labirinto Silencioso, tenho uma notícia para vocês.

A partir de hoje, 23 de Fevereiro de 2012, um blog nasce: Coffee and stuff. Ele é meu novo blog que estará ai para tratar, principalmente, de resenhas e comentários sobre cds, filmes e livros, tendo algumas notícias e alguns textos rápidos, que dá para ler na hora do café.

Antes que perguntem se o LS vai acabar, eu já digo: não, ele não vai acabar. Ficará muito vivo, como sempre foi. A única diferença é que agora terei dois blogs para tomar conta. Espero que gostem desse novo território e compartilhem entre seus conhecidos.

Ah, o link para o blog está aqui: Coffee and stuff.

Obrigado pela atenção.

                                              Gabriel Fiel, 
dono do Labirinto Silencioso.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

First


Hoje, entre tantos dias, é um dia importante. Nesse mesmo dia, ano passado, foram digitadas as primeiras palavras que formariam esse labirinto de ideias, de imagens sem fotos e de verdade enevoada. Hoje, 17 de Fevereiro de 2012, o Labirinto Silencioso faz um ano de existência pura, simples e nostálgica. Vamos rever o que aconteceu durante esses 365 dias? Nah. Só resumir mesmo.

Muitos textos foram criados. Mais do que eu poderia imaginar. Mais pessoas leram os textos e ainda os leem. São coisas que eu não imaginei que iriam ocorrer quando criei o blog, na tentativa de tentar encontrar quem eu era e o que eu poderia fazer de bom para este mundo. As tentativas deram certo, seus frutos foram colhidos, replantados e foram modificados. Os novos frutos nascem agora, quando vejo quanto as coisas mudaram em apenas um ano.

Eu devo agradecer as pessoas? Acho que sim. Agradeço, em geral, a todos os leitores, principalmente os assíduos, que leem, comentam, analisam e voltam sempre. Agradeço também ao grande universo musical por ter ajudado na hora de escolher algum título ou simplesmente dar inspiração para um texto. Também sou grato aos escritores de plantão, já que lendo textos é que eu fui melhorando os meus próprios. Devo agradecer também aquelas pessoas especiais que ficam perto do coração ou numa memória mais repleta de emoções, sem confiar nomes ao puro segredo. 

De presente, eu criarei ideias novas. Novos textos estão para vir e talvez algumas surpresas, que nem devem ser relacionadas com o próprio LS. 

Eu agradeço de verdade as horas perdidas lendo cada letra de cada palavra. Que venha outro ano repleto de labirintos sem saídas, sempre com a saída ao teu lado.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Difícil mesmo é ser

Olá pessoa irreconhecível. Toda a vez que te olho, eu te vejo mais diferente do que no dia anterior, mais próxima da resposta do que anteriormente, mais ousada do que já fora antigamente. Cada vez que olho em teus olhos, eu me perco na margem do castanho, me perco nas memórias de um passado já muito colorido em sépia, nas ondas negras de decepção, solidão e descontentamento. E toda a vez que eu te vejo eu viajo. Eu viajo sem sair do lugar, sempre nas nuvens, sempre com os pés no chão, mas sempre tão distante do que eu poderia estar. 

As verdades estão escondidas em cada ação que faz. Em cada sorriso, seja ele falso ou não. Em cada risada que consegue gerar. Em cada palavra que consegue escrever. Todas as afirmações de quem é e de quem foi. Cada dia diferente, cada dia novo, cada dia um novo alguém continuando o mesmo antigo de sempre, pois cada dia é uma batalha, é uma guerra e a sobrevivência vem sendo complicada.

Cada vez que eu te vejo eu sinto todas estas porcarias. Relembro de amores, de dores, de frescores, de tempos passados, de caminhos errados. Eu penso em coisas novas, em rotas recentes, em amores tão frescos, em novas coisas que me dão refresco no calor infernal que se faz.

Em teus olhos eu vejo a mim mesmo. Sempre tão diferente. Sempre meio sorridente, mesmo num inferno sem iguais. Nunca tão ausente, nunca tão desigual ao que um dia foi. O cabelo está diferente. As marcas no rosto são diferentes. O sorriso, velho, seco, feliz, banal, anormal, tão cálido é o mesmo. Os olhos são os mesmos. A pessoa é a mesma, eu sou o mesmo. Eu sou eu olhando para um reflexo tão pálido, tão diferente, que sempre quer se aventurar de sentimentos, de emoções, de amigos, novos livros, músicas e paixões. Os óculos são novos. O corte de cabelo é novo. Mas a carga é antiga. 

Perante o espelho eu sou irreconhecível. Perante as palavras e as ações, reconheço que minha singularidade física é tão distante quanto sempre foi de quem eu já fui. Pois a cada olhar que eu dou perante o espelho, os olhos refletem tudo que já refletiam e ficam um momento mais cansado das torturas que aquela antiga pessoa tem causado. 

Meus olhos são castanhos, meu cabelo segue o mesmo padrão. O sorriso é simples e tão ocasional. As espinhas são estranhas, nunca vou aceitá-las. A barba é estranha, cresce quando dá vontade. E eu não me importo. Pois este sou eu e eu aceito essa imagem deturpada com prazer imensurável.

Olá, tão estranhamente eu. Espero que a gente se dê bem.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Lua mia


Tu, lua, apareces, meus olhos começam a parar de enxergar coisas, o olfato já não sente os mesmos cheiros e a memória começa a vagar, devagar, por entre todas as memórias, sons, cheiros e imagens que guardo tão cuidadosamente em mim. O cheiro da livraria. Aquele dia na livraria. A sensação gerada pelo palco. Aqueles dias no palco, no teatro. A imagem da praça. Todos aqueles dias na praça. Todos aqueles dias que eu já vivi, todos aqueles que ainda não vi. Por quais motivos eu ainda olho para ti, lua mia, lua não longe, tão não minha? Por que ainda me trava o olhar, me faz navegar por águas e brilhos de pesar? Por que eu ainda julgo meu entendimento com ti, lua mia? Às vezes penso que você brilha por mim e brilha por mais alguém. Alguém. Talvez a verdadeira alguém. Lua mia, me responda então, com sinceridade. Por onde andas essa alguém? Em que lugar tu brilhas também? Quem mais pensa tal coisas? Quem mais olha para ti, pensa em ti, e depois em outro alguém? Lua mia, tão longe, tão minha. Tua luz me ilumina, mesmo ela não sendo tua luz. Ela brilha no céu, derrete-me os véus, aquelas tranqueiras e bugigangas que cegavam, que brincavam, que machucam, que choram. Então, onde está esta alguém? E por que me fazes lembrar de tudo que já passou pelas minhas vias, lua mia? Lua mia, me responda. Por que a livraria? Por que o teatro? Por que a praça? Por que a rua? Por que julgas a mim se nem mesmo me escutas? Lua mia, tão longe, tão perto, sem perto, toda mia, sina nossa, toda minha. 

Cadê a mia lua, minha lua, não ainda lua mia?