quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Rumo ao final do fim

E o fim é belo, incerto. Depende de como você vê.

Roubo palavras que não são minhas para relatar as próximas nessa folha branca na qual eu havia resolvido fazer o que viesse à telha. Depois de quase 19 meses de confabulações internas, nas quais alguns se reconheceram, xingaram, comentaram ou simplesmente nada fizeram, há de se haver um fim a folha que antes era branca, tornou-se cinza, e que agora é puramente preta.

Complicado? Nem um pouco. Dessa vez eu apaguei as marcas das folhas escritas. Deixarei elas em branco novamente. Desamassá-las será impossível, as marcas ainda ficarão mesmo que eu consiga, mas eu a deixarei em branco. Deletarei tudo apresentado na quantia absurda desse complexo labirinto de nada. Tudo.

Por fim, eu realmente porei um fim. Não existem mais cinzas nesse mundo negro e não existe mais branco nesse mundo alternativo e complicado. Deixarei trancado, diferente do labirinto da minha mente, que sempre prossegue e sempre prosseguirá pelos caminhos mais audaciosos e inesperados. 

A partir de hoje, irei iniciar uma contagem regressiva até o dia 1° de Outubro, dia em que o Labirinto Silencioso, amigos de uns, inimigos de outros e neutros para o restante da população, deixará de existir. Salvarei todos os textos antes, é lógico, mas esse lugar deixará de existir para o contato daqueles que queiram ler. 

Devo pedir desculpas para as pessoas que se mantiveram fiéis as leituras por tanto tempo e dizer que apenas por vocês eu continuei a publicar estes textos. Saibam que tenho muito mais coisas escritas além daqui, coisas em cadernos, livros e outros documentos, coisas nunca mostradas e que nunca serão.

O Labirinto Silencioso veio como um método de me expor ao mundo de uma vez, coisa que há tempos pensava ser a solução ideal. Não poderia estar mais enganado. Em 19 meses, aprendi que o verdadeiro valor de um texto não se localiza na quantidade de pessoas que o lê ou comenta, mas sim no pedaço da alma do escritor deixado naquelas palavras, naquelas exatas palavras, escolhidas entre tantas existentes. O verdadeiro poder de um texto não se localiza ao ser publicado, postado e curtido. Isso é um pensamento puramente século XXI e que cheira a estragado, tanto que é por causa dele que iria deletar de vez o blog.

Meus textos possuem minha alma e estou colocando valores virtuais, como likes, comentários e visualizações acima de tudo mais: da essência. Como um ultimato, as pessoas que lerem isso tem até o dia 1° de Outubro o tempo ideal para lerem os textos que quiserem, comentarem o que quiserem e compartilharem, se quiserem. Atento também para aqueles que não quiserem que o espaço seja deletado, para encontrar uma boa razão, nada fútil, para que o processo de funeral seja cancelado. 

Não irei me despedir formalmente nessa postagem. Farei isso com mais adequação dia 30 de Setembro, um dia antes do verdadeiro fim. E, também para as pessoas interessadas sobre motivos, razões ou que apenas querem apelar para o cancelamento do funeral, ou talvez que apenas queiram conversar, entre no Twitter e siga @gabefiel. Lá escrevo alguma coisa e não peço nada em troca.

Aproveitem o tempo que ainda possuem. Às vezes, o fim é mais rápido do que o pensamento de agir. 

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